O arcebispo de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto, voltou a alertar ontem que
a Igreja Católica não apóia a participação de padres na política. Segundo ele,
a orientação é antiga, mas que deve ser reeditada a cada eleição, com o
objetivo de alertar a todos, que lugar de padre é na igreja, celebrando missas,
e não disputando cargos eletivos e nem envolvidos em política partidária. De
acordo com Dom Aldo, a orientação do Papa Bento XVI é para que os padres não se
envolvam na política partidária, por entender que este é um papel a ser
assumido pelos leigos. No entanto, apesar da proibição há padres que decidem se
candidatar e levam adiante os mandatos eletivos. “Aqueles que desejarem se
candidatar ou que ocupam cargos eletivos tem que se afastar a função
ministerial. Cabe a Igreja a tarefa de exigir competência dos candidatos, mas
não de se envolver no processo eleitoral, como muitos padres fazem. O fato de
algum padre, de algum frade, por teimosia se candidatar, ele faz em nome
próprio. Ele não terá o apoio da Igreja”, garantiu. Dom Aldo ressaltou, que
além da orientação do papa Bento XVI, o Código de Direito Canônico proíbe o
envolvimento de padres na política. “Caso um padre seja eleito, ele não poderá
ter nenhum cargo eclesiástico. Não é o caso de brigar com os religiosos que
desobedecem as orientações da Igreja. Nós não vamos brigar porque obedece quem
tem juízo e bom senso”, comentou. O arcebispo lembrou ainda, que um padre em
sua paróquia não pode se comportar como um “cabo eleitoral”, ou usar o sermão
da política para difundir idéias e pensamentos políticos. “É válido destacar
que aqui no Estado, todos os padres que estão exercendo cargos políticos estão
afastados de sua missão sacerdotal, podendo apenas celebrar uma missa aos
domingos, mas sem sair de uma paróquia para outra fazendo pregação”, afirmou.
Dom Aldo anunciou ainda, que como vem fazendo desde 2004, quando assumiu a
Arquidiocese da Paraíba, que vai reeditar uma cartilha educativa que igreja
sempre distribuiu com seus fieis em ano eleitoral, contendo informações e
orientações para ajudar a pessoas escolher os candidatos em quem vão votar. “A
cartilha vai ser atualizada, mas a orientação será sempre a mesma, pautada na
ética e voltada para formação de uma consciência política nas pessoas e da
garantia de políticas sociais e redução das desigualdades”, declarou. Da
Redação Com Correio da Paraíba.

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